Picada por um inseto desconhecido
Postado no 24 de junho de 2010 Deixe um comentário
Acordei sábado em Moshi, Tanzânia, cidade base para o trekking no Kilimanjaro, com uma ardência no rosto.
Minha face estava pegando fogo. Olhei-me no espelho, uma extensa mancha vermelha do lado do olho esquerdo, que ainda parecia estar em pleno processo alérgico.
Não dei muita importância. Decidi seguir meus planos de subir o Kilimanjaro no dia seguinte. Fui à operadora, pela manhã, e fechei o trekking. À tarde, a vermelhidão e ardência pioraram, foi quando decidi consultar um médico. Seria imprudente subir o Kilimanjaro (seis dias em alta montanha) sem checar primeiro a real extensão do meu problema.
Até então, não havia usado minha assistência de viagem. Liguei a cobrar para Intercare no Brasil. Atenderam prontamente e prometeram atendimento médico em até 24 horas. Expliquei a situação, falei que precisava de atendimento àquela tarde, porque no dia seguinte iria subir uma montanha. Para a minha surpresa, em duas horas eu estava sendo consultada. Moshi é uma cidade pequena. Não estava muito esperançosa de conseguir atendimento tão rápido. Foi uma ótima surpresa!
Em uma hora e meia, já era noite, chegou o francês Romain, representante da Intercare em Arusha, cidade de maior porte próxima a Moshi, com seu batalhão da paz para me salvar (risos). Junto com Romain, vieram dois homens africanos e fomos juntos ao hospital.
Antes de eles chegarem, enquanto esperava deitada na cama do meu quarto no hotel, me questionei o que eu estava fazendo ali sozinha, no meio da África, sem falar inglês fluentemente… Nessas horas de doença, a gente sempre dá uma balançada… E berra bem alto consigo mesmo: “Eu quero a minha casa!!!” (risos).
Chegando ao hospital Kilimanjaro, Romain me acompanhou na consulta, que foi inimaginável, cena de filme. Eu me senti sendo telespectadora do filme da qual eu era protagonista. O médico que me atendeu não conseguiu identificar qual inseto me picou. Disse que na África não dispunham deste tipo de exame. Romain inquiriu o médico de todas as formas para assegurar que o diagnóstico dos meus sintomas estava correto. Não satisfeito, ligou para um médico francês (creio que seu amigo) lá na França (acredite se quiser! risos) para se certificar da correção do diagnóstico e medicamentos. O médico africano falou ao telefone com o médico francês. Enquanto isso, eu ali, quietinha, assistindo a tudo. Foi interessante… O médico francês confirmou o prognóstico do médico africano. E, pronto, fui liberada!
Mas vocês sabem, né? Sou mulher, como toda mulher sou vaidosa e me preocupo com a beleza (risos). Assim, decidi adiar o trekking ao topo do Kilimanjaro.
Minha preocupação genuína (!): ficar com uma mancha escura no rosto, em virtude dos intensos raios solares em altas altitudes refletidos na minha delicada pele 🙂
Nesses dias, aproveitei para fazer um safári, que, aliás, foi outra real experiência africana (risos). Contarei sobre isto depois. As agências de turismo prometem aos seus clientes vivenciarem a “real Africa experience”. Acho que, nos últimos dias, eu a tenho vivenciado bem de perto…. (risos). Os outros mochileiros, que encontro por aqui, têm se divertido com as minhas “real Africa experiences”. Dizem que, assim, é mais divertido. Tenho história para contar. É mole?!
Bem, se eu não ficar com a mancha no rosto, tudo bem.
Amanhã, vou subir o Kilimanjaro.
Ai! Que frio na barriga!!!
Problemas na fronteira do Zimbabue
Postado no 10 de junho de 2010 Deixe um comentário
Depois das Cataratas Vitória, passei alguns dias em Harare, capital do Zimbabue, na casa da família de Jabulani, o guia e chef de cozinha do truck. De lá, tomei um ônibus local para Lusaka, capital de Zâmbia, para encontrar Priscilla e irmos juntas para Zanzibar.
Foi um dia inteiro de viagem, quase dez horas comendo poeira, a bordo de um ônibus de linha, eu diria, sendo eufemista, não muito bem conservado. Bateu uma saudade do truck… 🙂 Eu era a única turista do ônibus. Nesse trajeto, deu para sentir um pouco a África real: a pobreza e os contrastes do continente.
Na fronteira do Zimbabue, o policial da imigração criou embaraços à minha saída do país. Disse que eu não tinha visto de entrada, que eu teria de pagar 30 dólares pelo visto. Eu disse que não iria pagar de novo, porque já havia pago. Mostrei-lhe o selo de entrada, mas ele disse que não era válido. Falei para ele que ao afirmar isto estava me chamando de falsificadora. Os ânimos esquentaram. A fila dos passageiros do meu ônibus para entrada em Zâmbia estava no final e eu, ainda, não tinha o meu selo de saída do Zimbabue. Eu falei que não podia perder o ônibus. O policial continuou fazendo jogo duro, pegou o meu passaporte e saiu da sua mesa. Nessa hora, o tom da minha voz já estava elevado. Pedi-lhe para devolver meu passaporte. Devolveu. Depois, pegou-o de novo da minha mão e me dirigiu para uma sala. Eu falei que não iria pagar.
Com o passar da hora, com receio de perder o ônibus e ficar sozinha na fronteira, concordei em pagar de novo, mas disse que queria o recibo. Depois disso, mais uns 40 minutos sem resposta, esperando uma posição. Não gosto de acusações generalizadas, mas creio que ele estava querendo dinheiro… Propina é uma prática comum nas fronteiras. Eu estava sozinha, única turista, mulher… No final, talvez por perceber que não haveria negociação, o policial deixou-me ir sem pagar nada. Mas foi sacana. Não carimbou a minha saída do Zimbabue. Por sorte, eu não tive problemas para entrar em Zâmbia.
O lado bom da história: os outros passageiros do ônibus foram solidários e ficaram do meu lado! Esperaram-me por mais de uma hora e, ainda sim, me receberam com sorrisos quando entrei no ônibus. Pedi desculpas pelo atraso. Perguntaram se eu paguei alguma coisa. Eu disse que não. E eles morreram de rir. Gostaram. Acho que devem ter se divertido com a brasileira, sem juízo (risos), que resolveu enfrentar o policial. Acho que não é muito comum uma mulher falar em alto tom de voz com um homem por aqui e, muito menos, com um chapéu Panamá na cabeça! (risos) Além disso, creio que também gostaram da minha reação, porque, na minha pequena experiência, percebi que os policiais costumam ser truculentos inclusive com os africanos.
No final, tudo ficou bem e foi divertido. Ainda bem, né!!!
Sem dinheiro no Zimbabue
Postado no 8 de junho de 2010 Deixe um comentário
Paisagens deslumbrantes. Companhias maravilhosas. Puro deleite da Cidade do Cabo até as Cataratas Vitória a bordo do confortável truck. Nenhuma preocupação. Nenhuma picada de mosquito. Estava tudo dando certo demais para ser verdade! Já começava a desconfiar… Em plena África e nenhum desafio? búfalos correndo atrás de mim? ou manada de elefantes vindo na minha direção? Já estava sem graça! (risos)
Para ativar todos os meus neurônios e disparar a adrenalina, fiquei sem dinheiro no meio da savana africana!
Antes de sair do Brasil, abri uma conta no Citibank para facilitar os saques no exterior e não pagar a tarifa de 2,5%, cobrada pelo Banco do Brasil por saque no estrangeiro.
Nos países africanos que visitei, a rede Visa Plus é mais aceita do que o Mastercard. No Zimbabue, por exemplo, só é possível sacar dinheiro no débito com Visa Plus.
Minha conta bancária no Brasil é conjunta e, por engano, foram solicitados novos cartões do Banco do Brasil. Consequência: o meu cartão de débito Visa Plus foi cancelado. Como o meu cartão do Citibank é Mastecard, não consegui sacar. Tentei ligar a cobrar para o Brasil de um orelhão, mas fui informada pelos transeuntes que no Zimbabue não existe este tipo de serviço telefônico. Sem um centro de informações, tentei mais algumas vezes e a ligação não completava. Que sensação ruim… Ficar sem dinheiro, num país estrangeiro, sem dominar a língua, numa cidadezinha pequena e incomunicável.
Minha salvadora foi a minha nova traveller friend Priscilla Torelli, que me emprestou 1.000 dólares. Ufa!… Valeu Priscilla!!
O recomendável para uma longa viagem, principalmente para viajantes solitários, é dispor de mais de um cartão de débito e crédito, com bandeiras diferentes. Eu segui a cartilha direitinho, só que…
Mesmo com apenas 1 cartão bancário resolvi seguir viagem e continuar mochilando pela África… Mas com um medo de ficar na mão… Cada saque e compra tem sido uma aventura para mim. Respiro aliviada quando a operação finaliza com sucesso. Ficar sem crédito, no meio da África, não é nada agradável.
Felizmente, em poucos dias, voltarei para a África do Sul e, para a minha sorte, meu colega Michel Cohen, que veio para a Copa, fez a gentileza de trazer os novos cartões para mim! Valeu Michel!
De partida para Namíbia
Postado no 2 de maio de 2010 Deixe um comentário
Hoje, completam 8 semanas que estou na Cidade do Cabo estudando inglês.
Deu para conhecer um pouco sobre a dinâmica e cultura da cidade, não mergulhar de modo profundo como eu gostaria.
Mas o bicho-carpinteiro começou a dar sinal de vida e disse para eu dar uma circulada na África.
Partirei na próxima semana. Contratei um tour.
Aqui, na África, é um pouco complicado mochilar, principalmente por falta de transporte público regular.
Meu destino é atravessar o Deserto da Namíbia, fazer safári no Parque Nacional Etosha e apreciar as Cataratas Vitória.
Serão 20 dias na boleia do caminhão.
Que dureza… (brincadeirinha).
É caminhão de turista. Acredito que não seja tão dureza assim.
Mas serão 20 dias acampando. Nunca dormi tantos dias seguidos numa barraca. Espero que minha coluna resista.
Neste período, será difícil acessar a internet. Início de junho, provavelmente, voltarei a postar novidades no blog.
Uma tarde especial em Observatory, Cidade do Cabo
Postado no 30 de abril de 2010 Deixe um comentário
Antes de partir para a Namíbia, tive o prazer de desfrutar uma tarde especial em Observatory, bairro underground do subúrbio da Cidade do Cabo. O coração apertou. A tarde foi genuinamente brasileira.
Em Observatory, encontra-se o restaurante brasileiro Quilombo, em funcionamento há um ano e meio. É gerenciado pelo casal Mike e Lu. Mike é um sul-africano apaixonado pelo Brasil. Morou em São Paulo 20 anos, onde conheceu sua companheira, a paulista Lu.
O Quilombo é um oásis para os brasileiros radicados neste lado do Atlântico e com saudades de casa. O tempero do restaurante é brasileiro, em todos os sentidos, do paladar à atmosfera do lugar. Depois de dois meses comendo a picante comida sul-africana, é um manjar dos deuses comer um prato de feijão, arroz e bife. De lamber os beiços. A comida da Lu é muito saborosa!
Mike e Lu possuem instrumentos musicais (cavaquinho, bandolim etc.) à disposição para quem quiser fazer um batuque. A tarde foi assim. Foi chegando um, depois outro… Um sabia tocar bandolim, outro cavaquinho, cantar… E o samba começou! A batucada rolou a tarde inteira até a noite. Quem passava na rua, dava uma espiada pela janela e acabava aderindo à festa brasileira!
Observatory lembra a Lapa há 15 anos atrás. É um bairro frequentado por uma tribo descolada e, ainda, pouco badalado, como a Lapa no início do buxixo. Vale a pena conhecer. Uma forma original (nativa) de visitar o bairro é pegando o metrô no centro da cidade. O metrô, na verdade, assemelha-se ao trem da Central do Brasil. É utilizado pela população black. É também uma oportunidade para conversar com os locais. O trem não é um meio de transporte recomendado quanto à segurança, mas o utilizei diariamente, durante um mês, e não tive problemas. O importante, como em qualquer lugar do mundo, é estar alerta.
Garden Route
Postado no 28 de abril de 2010 Deixe um comentário
Feriado prolongado na Cidade do Cabo, eu e 7 amigos alugamos dois carros e fomos explorar a região costeira do extremo sul da África.
Percorremos a famosa Garden Route (Rota Jardim). Assim denominada em virtude de sua bela paisagem campestre.
Rodamos quase 1.000 Km de Cape Town até Port Elizabeth.
As atrações da rota são variadas. Praias, cavernas, safári, turismo rural e de aventura. Do que eu mais gostei foi contemplar as montanhas cinematográficas ao longo da estrada e sair sem rumo definido… Uma gostosa sensação de liberdade.
Nosso final de semana foi memorável. Excelentes companhias. No meu carro, eu, Michele, Mariana e Lívia. Divertimo-nos à beça. Rimos, contamos piada. Imaginem 4 mulheres juntas… Só besteiras…
Nossa primeira parada foi em Cape Agulhas, o extremo sul do continente africano e, também, marco oficial do encontro dos oceanos Atlântico e Índico. A temperatura da água é congelante. Não permite mergulhar. Mas curtir o cenário é um desfrute. Ficamos ali alguns longos minutos.
Depois, seguimos rumo a Hermanus, cidadezinha litorânea, famosa pelas baleias que aparecem por lá e dão um show. A temporada de observação de baleias vai de junho a novembro. Fomos fora da temporada e não avistamos as baleias.
A próxima parada foi nas cavernas de Cango Caves. Apreciar estalagmites e estalactites.
Mais alguns dias na estrada e chegamos à famosa ponte onde está o maior bungee jump comercial do mundo. São 216 metros de altura e 180 metros de queda livre. Alguns percorrem a Garden Route somente para pular da ponte. Eu estava na dúvida se iria saltar. Pulei. Adorei. Para mim, foi uma experiência plácida. Meus colegas de viagem brincaram muito comigo:
“Como assim?! Plácido?!”
De fato, não senti adrenalina. Minha primeira premissa para pular foi confiar no equipamento. Do contrário, não pularia. Sendo assim, senti-me segura, confortável. Assim que saltei, a sensação era de que estava mergulhando no nada, no vácuo. O tempo parou. Um profundo silêncio… Flutuei no ar, no tempo e no espaço… Como uma astronauta… Poucos segundos de queda sentidos como a eternidade… onde o tempo e a matéria não existem. Senti uma paz profunda…
Recomendo.
Depois do mergulho no ar, fomos até Jeffreys Bay, famosa praia do circuito mundial de surf. A praia não é espetacular.
Nosso destino final foi Port Elizabeth, onde fizemos safári no Addo Elephant National Park.
A viagem valeu pelo visual da estrada e a sensação de liberdade de estar on the road… Sem destino…
Muito bom.
Cidade do Cabo
Postado no 26 de abril de 2010 Deixe um comentário
A Cidade do Cabo é um lugar aprazível para visitar. Encanta pelas suas montanhas que contornam todo o litoral, dando um toque especial à paisagem. As montanhas dão o charme.
Embora o cenário de mar e montanha seja belo, a temperatura das águas não torna o banho de mar convidativo. São gélidas. As praias, principalmente, nesta época do ano, outono, nos convidam a uma boa espreguiçada na areia, na companhia de um bom livro. E, também, ótima pedida para passar a tarde fazendo a social com os amigos.
As praias badaladas aqui são Clifton e Camps Bay, de fácil acesso, próximas do Centro e dos bairros de Green Point, onde está o estádio da Copa, e Sea Point, o melhor bairro oceânico da Cidade do Cabo, em termos de serviços, bares e restaurantes.
Com 20 minutos de caminhada, a partir de Sea Point, chega-se ao primeiro acesso às charmosas e aconchegantes praias de Clifton – as minhas preferidas. Clifton é dividida em 4 prainhas, cada uma com a sua tribo. A quarta praia é a da galera jovem. A terceira é mais frequentada por famílias. A segunda é do público GLS. E a primeira é a menos agitada. Clifton está entre as 10 melhores praias urbanas do mundo, segundo o ranking da revista americana Travel & Leisure.
Um pouco mais afastada está a famosa praia de Muizenberg, considerada o berço do surf na África do Sul. Passei uma tarde lá e deu para sentir um pouco da atmosfera do lugar. A areia da praia estava vazia (os poucos por ali éramos eu e meus amigos Nayara e Fábio), mas o mar repleto de surfistas. Na areia, crianças e adultos na escolinha de surf. No mar, dezenas de surfistas, homens e mulheres, esperando para pegar a onda perfeita. Apreciar da areia os surfistas curtindo as ondas me pareceu tão plácido, que deu até vontade de entrar na escolinha também. Se eu ficasse mais tempo na Cidade do Cabo, entraria. Além da curtição, seria uma maneira mais rápida de aprender inglês. Na vida real interagindo com os locais.
Quem não resistiu foi o paulista Fábio. Depois de alguns minutos na areia admirando o surf, alugou roupa, prancha e caiu no mar. Ele adorou a experiência. No mar, esqueceu da vida… Quase extrapolou o tempo do aluguel. Por apenas 100 rands (25 reais), Fábio alugou todo o material, prancha e roupa, por uma hora e meia. Segundo ele, barato, comparando com os preços no Brasil.
Uma dica para as meninas brasileiras: usar biquíni sul-africano. Os biquínis brasileiros são muito pequeninos para a cultura praiana deste lado do Atlântico. Eu resisti a deixar de usar meu biquíni carioca, em nome da minha cultura. Sabe aquele sentimento de afirmação que é um misto de patriotismo e orgulho? Lá no fundinho, querendo tirar uma certa onda de “sou carioca”, ” sou mulher brasileira!” (risos). Insisti em usar meu biquíni por três vezes. Até que cansei de os meus glúteos serem o centro das atenções (risos). Quando me levantava da canga e tentava caminhar na areia da praia, acabava não caminhando. Voltava correndo para o meu pedaço de areia. Joguei a toalha e comprei um biquíni sul-africano (biquíni de gringa), que cobre quase todo o bumbum. Quer saber?! Adorei! Virei local. Ótimo para ser aceita nas rodinhas na praia. Além disso, meus glúteos puderam caminhar livremente (risos), ir e vir para onde bem entendessem (risos), sem ser o foco dos olhares! E, o melhor de tudo, valoriza a silhueta feminina e ainda esconde as celulites! Perfeito! Quando voltar para o Brasil, acho que vou lançar um manifesto: “Abaixo a solicitude das nádegas brasileiras!” (muitos muitos risos).
O pôr-do-sol na Cidade do Cabo é um espetáculo à parte.
Um dos meus programas preferidos é caminhar no calçadão no fim de tarde para contemplar o sol se pondo no mar.
As cores são tão vivas. O sol parece em chamas.
Uma perfeita bola de fogo vermelho-alaranjada serenando no mar…
De qualquer ponto da orla da cidade, o sol em chamas presenteia os capetonianos com sua onipresença singular.
Onde estudar inglês: http://www.ecenglish.com/school-locations/learn-english-in-cape-town
Galera brasileira no topo da Lions Head
Postado no 23 de abril de 2010 Deixe um comentário
Ao lado da Table Mountain, a Lions Head é a preferida dos sul-africanos amantes do trekking e atividades ao ar livre. Uma caminhada suave de cerca de 1 hora leva ao topo da montanha, de onde se desfruta de uma bela vista da Cidade do Cabo e um pôr-do-sol encantador.
Subimos à tardinha, por volta das 16 h. O guarda florestal ofereceu-se para nos conduzir até o início da trilha. O acesso é fácil. Da estrada Kloof Nek, que leva à entrada do parque, em apenas 5 minutos de caminhada, chega-se ao sopé da montanha.
Os primeiros minutos da trilha é uma rampa suave, de onde já se pode deslumbrar o cenário cinematográfico. O visual é cenário de cinema. Belíssimo, de tirar o fôlego.
Olhando-se para baixo, a Cidade do Cabo. Para frente, as encostas da Table Mountain. Para cima, a Lions Head (Cabeça do Leão). Os olhos ficam extasiados de tanta beleza e sem saber para onde olhar… É deliciosamente atordoante.
Alguns minutos mais e passamos pela rampa de paragliding. A comparação com a Cidade Maravilhosa é inevitável. A caminhada leve da Lions Head e a rampa me lembraram a Pedra Bonita, de onde os cariocas pulam de asa delta.
A Cidade do Cabo é um paraíso para atividades ao ar livre e esportes radicais. Nos finais de semana, sempre se veem esportistas correndo, pedalando, surfando, saltando de paraglide. Cerca de 500 km da Cidade do Cabo, na estrada que leva à famosa praia de surfista Jeffreys Bay, está o maior bungge jump do mundo, com 216 metros de altura e 180 metros de queda livre! Eu pulei! Irei escrever sobre essa experiência única! A atmosfera desta ponta do extremo sul da África respira esporte.
Chegamos lá em cima, por volta da 17:30h, subimos devagar, contemplando a paisagem. Éramos em torno de 20 brasileiros, 1 argentina e 1 espanhola, que se agregaram ao grupo. Fizemos a maior festa quando alcançamos o topo (para variar, né?… brasileiro gosta de uma festa!). Acabamos com a quietude do lugar (risos). Mas os outros turistas gostaram da nossa alegria e participaram, também, da comemoração. O gaúcho Lucas Costa vestiu, especialmente, uma camiseta branca para ocasião, para colher nossa assinatura e registrar a “conquista”, eternizando esse momento especial. 
Após a festa, a quietude. O silêncio preencheu o topo da montanha.
Cada um em seu momento de reflexão, admiração, esperando o momento sublime do sol se pondo no mar…
O sol se pôs e mais uma vez os brasileiros quebraram o protocolo, lançando moda nas terras sul-africanas:
Todos aplaudiram de pé o espetáculo da natureza!
A festa pré-Copa!
Postado no 12 de abril de 2010 Deixe um comentário
Ontem, a seleção brasileira sub-20 enfrentou a seleção do Gana no estádio da Copa do Mundo aqui na Cidade do Cabo.
O Brasil ganhou de 1 x 0. Não prestei muita atenção ao jogo, mas acho que o Brasil jogou bem (risos).
Gosto mais da festa, das expressões dos torcedores, do que do jogo. Meus olhos são atraídos mais para os lados do que para a frente.
Só quando a platéia grita, meu pescoço gira para o campo e eu me transformo numa torcedora (!!) de coração apertado na expectativa do gol!!
Entendo nada de futebol, mas como todo brasileiro também tenho o meu time: o Botafogo!!
Fiz uma pequenina concessão de publicar a foto da galera brasileira com a bandeira do Grêmio ao fundo. O time não é do Rio de Janeiro, então tudo bem, senão… (risos)
Antes do jogo do Brasil, a seleção da África do Sul jogou com a Nigéria. A festa no estádio era sul-africana. O povo aqui é muito festivo! Cheguei cedo e os sul-africanos fazendo um estardalhaço com as vuvuzelas, celebrando a vitória. E, é claro, onde tem festa, eu vou! Também quero participar!


































